Como elucida o fundador Ian Cunha, o crescimento saudável é o que diferencia empresas que escalam de forma consistente de empresas que crescem rápido e depois passam anos consertando o que quebraram. Crescer é inevitável para quem quer relevância, mas crescer sem método cobra juros em qualidade, cultura e caixa.
Em contrapartida, quando a empresa tenta escalar com processos frágeis, ela multiplica erros, aumenta retrabalho e perde confiança interna. A cultura se desgasta porque as pessoas deixam de saber o que é prioridade e passam a operar por urgência. Se você quer entender como escalar sem perder padrão e sem transformar o time em um ambiente reativo, continue a leitura.
Por que escala expõe o que estava escondido?
No começo, uma empresa consegue compensar falhas com esforço. Um time pequeno resolve com conversa rápida, corre atrás do prejuízo e entrega. À luz de um crescimento acelerado, esse modelo colapsa porque o volume aumenta e o custo do improviso se multiplica.

Sob a ótica do empresário serial Ian Cunha, o crescimento saudável começa quando a liderança enxerga esse efeito cedo. Como resultado, a empresa passa a investir em previsibilidade, clareza e padrão, em vez de depender de heroísmo. Em última análise, é essa troca que sustenta qualidade quando a operação ganha complexidade.
Qualidade não é perfeição, é consistência
Um erro comum é imaginar que qualidade significa “zero falhas”. Na prática, qualidade em escala significa consistência. O cliente precisa perceber o mesmo padrão de entrega, independente do volume. Para isso, a empresa precisa definir critérios claros do que é “bom o suficiente” e do que é inaceitável.
Quando critérios não são explícitos, a organização entra em negociação permanente. Cada pessoa entrega de um jeito, o retrabalho aumenta e o time gasta energia discutindo o óbvio. Dessa forma, a qualidade cai mesmo que a equipe trabalhe mais. Crescimento saudável exige clareza de padrão para reduzir variabilidade.
O que se repete vira norma?
Cultura não é slogan. Cultura é repetição. Em períodos de crescimento, a cultura sofre porque novos membros chegam e interpretam comportamentos de forma diferente. Se o ambiente é confuso, a cultura vira ruído. Se o ambiente tem padrão, a cultura vira referência.
Na visão do CEO Ian Cunha, crescer sem perder cultura exige coerência. Coerência significa que prioridades não mudam sem contexto, decisões têm critérios claros e a execução tem ritmo. Assim sendo, pessoas novas entendem rapidamente “como as coisas funcionam aqui”. Como resultado, o time ganha velocidade sem perder identidade.
Qual é o custo da complexidade?
Crescer aumenta a complexidade. Processos se multiplicam, comunicação se espalha, dependências surgem. O risco é a empresa virar um labirinto: muita reunião, pouco avanço. Em contrapartida, simplificar aumenta eficiência porque reduz atrito e acelera decisões.
Como constata o superintendente geral Ian Cunha, simplificação é uma escolha de liderança. Ela exige cortar ruído e proteger o essencial. Como consequência, a empresa cresce com mais leveza, porque não carrega peso desnecessário. O crescimento saudável não é o que adiciona mais coisas, é o que mantêm poucas coisas funcionando bem.
Escala com método, não com ansiedade
Escalar com método significa alinhar crescimento ao que a empresa consegue sustentar. Pressa sem estrutura gera desgaste. Estrutura sem ritmo vira burocracia. O ponto de equilíbrio está em aumentar o volume sem perder clareza de decisão, padrão de entrega e coordenação interna.
Crescimento saudável é o que preserva qualidade e cultura enquanto o negócio aumenta volume e complexidade. Portanto, escalar sem perder padrão exige consistência, critérios claros e simplificação contínua. Como sintetiza o CEO Ian Cunha, o longo prazo premia empresas que crescem com previsibilidade, porque previsibilidade é o que transforma crescimento em reputação, e reputação em vantagem competitiva.
Autor: Carye Ulaan

