Conforme evidencia Tiago Schietti, os modelos de negócio no setor funerário têm passado por transformações relevantes diante de mudanças sociais, econômicas e ambientais. O segmento deixou de operar apenas sob estruturas familiares tradicionais e passou a incorporar formatos mais integrados e orientados por eficiência. A evolução do mercado exige visão empresarial, planejamento e capacidade de adaptação.
Neste artigo, serão analisados os principais modelos de negócio no setor funerário, com foco no formato tradicional, no modelo verticalizado e na abordagem sustentável. Também serão discutidas oportunidades, desafios e critérios para escolha estratégica. Continue a leitura e compreenda como cada estrutura pode gerar valor no médio e longo prazo.
O que caracteriza o modelo tradicional no setor funerário?
O modelo tradicional no setor funerário é marcado por empresas familiares, gestão centralizada e atuação focada na prestação direta de serviços. Segundo Tiago Schietti, esse formato ainda é predominante em muitas regiões, especialmente em mercados locais de menor porte. A operação costuma concentrar-se em velórios, transporte e organização de cerimônias.
De acordo com a dinâmica histórica do segmento, o modelo tradicional apresenta forte vínculo comunitário e atendimento personalizado. Entretanto, conforme o mercado se profissionaliza, surgem limitações relacionadas à escala e à capacidade de investimento. A ausência de integração com outras etapas da cadeia pode reduzir margens e dificultar a expansão.
Como funciona o modelo verticalizado?
O modelo verticalizado integra diferentes etapas da cadeia de serviços funerários sob uma única gestão. Essa estrutura pode incluir planos funerários, cemitérios, crematórios e serviços complementares no mesmo grupo empresarial. A centralização amplia o controle operacional e melhora a previsibilidade financeira.
Entre as principais vantagens do modelo vertical, destacam-se:
- Maior controle de custos e processos
- Integração de serviços e padronização de qualidade
- Diversificação de fontes de receita
- Melhor gestão de fluxo de caixa
- Capacidade ampliada de investimento
Conforme essa estrutura se consolida, o negócio ganha eficiência e poder competitivo. A verticalização reduz dependências externas e fortalece a estratégia de longo prazo, especialmente em mercados mais disputados.

Modelos de negócio no setor funerário e a sustentabilidade são compatíveis?
Os modelos de negócio no setor funerário podem, sim, incorporar práticas sustentáveis de forma estratégica e rentável. Conforme destaca Tiago Schietti, a sustentabilidade deixou de ser apenas diferencial reputacional e passou a influenciar decisões de investimento e consumo. Crematórios com controle ambiental rigoroso e cemitérios parque são exemplos dessa evolução.
Além disso, de acordo com tendências recentes, consumidores valorizam empresas que demonstram responsabilidade ambiental e transparência. A adoção de processos mais eficientes, redução de resíduos e uso racional de recursos contribuem para fortalecer a imagem institucional. Dessa forma, sustentabilidade e rentabilidade não são conceitos opostos, mas complementares.
Qual modelo oferece maior potencial de crescimento?
A escolha do modelo ideal depende do porte da empresa, do mercado de atuação e da estratégia de expansão. De acordo Tiago Schietti, negócios verticalizados tendem a apresentar maior potencial de crescimento estruturado, pois conseguem explorar sinergias internas e ampliar margens. Entretanto, empresas tradicionais podem evoluir gradualmente sem perder identidade local.
Conforme o setor amadurece, modelos híbridos também ganham espaço, combinando proximidade comunitária com gestão profissionalizada. A análise estratégica deve considerar capital disponível, perfil do público e cenário regulatório. O crescimento sustentável depende de planejamento consistente e visão de longo prazo.
Quais desafios impactam os diferentes modelos?
Independentemente do formato adotado, os modelos de negócio no setor funerário enfrentam desafios regulatórios, operacionais e reputacionais. Como frisa Tiago Schietti, o cumprimento de normas ambientais e sanitárias é condição indispensável para manter credibilidade. A negligência nesses aspectos pode comprometer todo o empreendimento.
Além disso, a gestão financeira eficiente e a capacitação de equipes são fatores críticos de sucesso. Conforme o mercado se torna mais competitivo, qualidade de atendimento e inovação passam a diferenciar empresas sólidas das demais. Portanto, o desafio não está apenas no modelo escolhido, mas na execução estratégica.
Modelos de negócio no setor funerário e decisão estratégica
Em conclusão, os modelos de negócio no setor funerário evoluem conforme o mercado exige mais eficiência, integração e responsabilidade socioambiental. O formato tradicional mantém relevância em nichos específicos, enquanto a verticalização amplia competitividade e potencial de escala. Já a sustentabilidade consolida-se como eixo estratégico indispensável.
A decisão sobre qual modelo adotar deve considerar análise técnica, capacidade de investimento e posicionamento desejado. Empresas que alinham estratégia, governança e inovação constroem vantagens duradouras. Avaliar cuidadosamente cada formato é o primeiro passo para transformar desafios em oportunidades concretas no setor funerário.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

