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Eclipse solar de 12 de agosto: por que a Paraíba não verá o fenômeno e quando será o próximo

Diego Velázquez
Diego Velázquez agosto 12, 2026
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11 Min de leitura
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O eclipse total desta quarta-feira chama atenção no mundo, mas João Pessoa, Campina Grande e demais cidades paraibanas estão fora da faixa de visibilidade.

Contents
Por que o eclipse de 12 de agosto não será visto na Paraíba?O que o paraibano pode fazer para acompanhar o fenômeno?Quando será o próximo eclipse visível na Paraíba?

O céu desta quarta-feira (12) será palco de um dos principais fenômenos astronômicos de 2026: um eclipse solar total. O evento poderá ser observado em partes da Groenlândia, Islândia, Rússia, Espanha e em uma pequena área de Portugal, além de regiões que terão eclipse parcial. Para quem está na Paraíba, porém, a resposta é diferente: João Pessoa, Campina Grande e os demais municípios do estado não terão o fenômeno visível no céu. O Observatório Nacional também informou que o eclipse de 12 de agosto não poderá ser visto de nenhuma parte do Brasil.

A ausência de visibilidade, no entanto, não significa que o fenômeno seja irrelevante para os paraibanos. A procura por informações sobre horários, locais de observação e segurança aumenta sempre que ocorre um eclipse, e entender por que a sombra da Lua não alcança determinada região ajuda a separar informações corretas de expectativas equivocadas. Em João Pessoa e no interior da Paraíba, a principal dúvida nesta quarta-feira é justamente saber se haverá alguma mudança perceptível no céu. A resposta é não, mas o calendário astronômico reserva outros eventos que poderão ser observados no estado.

Por que o eclipse de 12 de agosto não será visto na Paraíba?

Um eclipse solar acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e projeta sua sombra sobre uma determinada região do planeta. Como a sombra lunar percorre uma faixa relativamente estreita da superfície terrestre, apenas alguns locais conseguem observar o alinhamento de forma total ou parcial. No fenômeno desta quarta-feira, a trajetória passa por regiões do Hemisfério Norte, deixando a Paraíba e praticamente todo o território brasileiro fora da área de observação. A NASA aponta que a faixa de totalidade atravessará Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Atlântico Norte, Espanha e uma pequena área de Portugal.

Isso explica por que moradores de João Pessoa, Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras, Guarabira e outras cidades paraibanas não devem esperar que o Sol apareça parcialmente encoberto durante o evento. Mapas astronômicos específicos para João Pessoa e Campina Grande também não listam o fenômeno de 12 de agosto entre os eclipses solares visíveis nessas localidades. Em outras palavras, não se trata de uma questão de tempo nublado, chuva ou posição do observador: mesmo com céu completamente aberto, a geometria do eclipse impede sua visualização a partir da Paraíba.

A diferença entre um eclipse total e um eclipse parcial também ajuda a entender a repercussão do fenômeno. Na faixa central da sombra lunar, o Sol pode ser completamente encoberto por alguns minutos, produzindo o chamado eclipse total; em áreas mais afastadas, mas ainda atingidas pela penumbra, somente uma parte do disco solar fica coberta. A NASA calcula que, no eclipse de 2026, a duração máxima da totalidade ficará em torno de dois minutos e 18 segundos, embora a duração varie conforme o ponto de observação. Fora dessas regiões, não há eclipse para ser acompanhado diretamente.

Para o paraibano, portanto, não existe um horário específico em João Pessoa ou Campina Grande para observar o eclipse desta quarta-feira. O fenômeno acontece, mas sua sombra não alcança o estado. A situação é diferente em alguns pontos do Rio Grande do Norte, onde cálculos astronômicos indicam uma pequena possibilidade de eclipse solar parcial, mostrando como poucos quilômetros de diferença geográfica podem alterar a visibilidade de um fenômeno desse tipo.

O que o paraibano pode fazer para acompanhar o fenômeno?

Mesmo sem visibilidade direta na Paraíba, o eclipse poderá ser acompanhado por transmissões e imagens produzidas a partir das regiões atingidas. A NASA anunciou cobertura ao vivo do fenômeno, com imagens de diferentes pontos da trajetória e participação de especialistas. A agência informou que a transmissão começaria às 13h15, no horário de Brasília, com momentos de totalidade previstos posteriormente em locais como a Islândia e a Espanha.

Esse tipo de transmissão é particularmente útil para escolas, universidades e interessados em astronomia na Paraíba. Instituições de ensino de João Pessoa, Campina Grande e de outras cidades podem aproveitar o fenômeno para explicar conceitos como órbita lunar, sombra, penumbra, alinhamento entre Sol, Terra e Lua e diferenças entre eclipses solares e lunares. Para estudantes de instituições como UFPB, UEPB e universidades do interior, o evento também funciona como uma oportunidade de aproximar conteúdos de física e astronomia de um acontecimento acompanhado mundialmente.

É importante, porém, não tentar transformar a ausência de visibilidade em uma justificativa para olhar diretamente para o Sol. Durante fases parciais de um eclipse, a observação direta sem proteção solar adequada pode causar lesões oculares, e óculos de sol comuns não substituem filtros próprios para observação solar. A NASA orienta que equipamentos ópticos, como câmeras, binóculos e telescópios, também não devem ser utilizados diretamente para observar o Sol sem filtros solares apropriados instalados na parte frontal do equipamento.

Para quem estiver na Paraíba nesta quarta-feira, portanto, a alternativa mais segura e realista é acompanhar as imagens produzidas nos locais onde o eclipse realmente estará acontecendo. A experiência também pode servir para observar o céu local sem expectativas de que o Sol seja parcialmente encoberto. O calendário astronômico de João Pessoa mostra que o próximo eclipse solar com possibilidade de observação local será o eclipse parcial de 6 de fevereiro de 2027.

Quando será o próximo eclipse visível na Paraíba?

A boa notícia para quem ficou curioso é que a Paraíba não precisará esperar décadas para acompanhar outro eclipse solar. De acordo com os calendários astronômicos para João Pessoa e Campina Grande, o próximo eclipse solar visível nessas cidades está previsto para 6 de fevereiro de 2027. O fenômeno será classificado como parcial do ponto de vista local, embora o eclipse global seja anular em determinadas regiões da Terra.

Antes disso, o calendário reserva um eclipse lunar parcial para 28 de agosto de 2026, que poderá ser observado em João Pessoa. Nesse caso, o fenômeno ocorre quando a Terra fica entre o Sol e a Lua e sua sombra atinge o satélite natural, diferentemente do eclipse solar desta quarta-feira. Para a capital paraibana, os cálculos indicam que o eclipse lunar começará na noite de 27 de agosto, terá seu máximo durante a madrugada do dia 28 e terminará nas primeiras horas da manhã.

A diferença é importante porque eclipses lunares podem ser observados de uma área muito maior da Terra do que eclipses solares. Enquanto a sombra que produz um eclipse solar total percorre uma faixa estreita, o eclipse lunar pode ser visto de praticamente todo o lado noturno do planeta onde a Lua esteja acima do horizonte. Isso faz do eclipse lunar de agosto uma oportunidade mais acessível para os paraibanos interessados em observar um fenômeno astronômico sem precisar viajar para outra região do país.

Para os moradores da Paraíba que desejam acompanhar fenômenos astronômicos, o calendário também aponta um dado de longo prazo: o próximo eclipse solar total visível em João Pessoa está previsto somente para 12 de agosto de 2045. O intervalo mostra por que eventos como o de 12 de agosto de 2026 despertam tanto interesse internacional, mesmo quando a sombra da Lua não passa pelo Nordeste brasileiro.

O eclipse solar desta quarta-feira, portanto, será um acontecimento astronômico de grande dimensão, mas não um espetáculo observável diretamente do território paraibano. Para quem está em João Pessoa, Campina Grande ou em qualquer outro município da Paraíba, não haverá escurecimento causado pelo eclipse nem uma fase parcial do Sol para acompanhar no céu. O melhor caminho é recorrer às transmissões oficiais e aproveitar o momento para conhecer os próximos eventos que poderão ser observados no estado. O destaque mais próximo será o eclipse lunar parcial de 28 de agosto, seguido pelo eclipse solar parcial de fevereiro de 2027.

A astronomia também mostra como a localização geográfica interfere diretamente na experiência de um mesmo fenômeno. Enquanto moradores de determinadas regiões do Hemisfério Norte poderão acompanhar a passagem da Lua diante do Sol, os paraibanos terão de esperar outra configuração orbital para observar um eclipse solar daqui. Para quem gosta de céu, ciência e tecnologia, vale acompanhar os calendários astronômicos e as informações divulgadas por instituições científicas, evitando conteúdos sem confirmação.

Fontes:

Observatório Nacional — Eclipse solar de 12 de agosto não será visível no Brasil

NASA — Total Solar Eclipse on August 12, 2026

NASA/GSFC — Eclipses During 2026

National Solar Observatory — August 12, 2026 Solar Eclipse Map

Timeanddate — Eclipse solar de 12 de agosto de 2026

Portal Paraíba Mais — Brasileiros poderão ver eclipse solar por transmissão na internet

THMais João Pessoa — Agosto terá dois eclipses; veja quando acontecem

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